Laila Mota

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2026

A segmentação de texto vem sendo amplamente difundida e utilizada para extrair informação relevante de documentos. Essas informações estão distribuídas em diversos tipos de estruturas, que incluem dados heterogêneos. A extração desses dados tem sido ultimamente, utilizada por LLMs (Large Language Models). Porém, os treinamentos dos modelos de linguagem não detém características peculiares de dados mistos, tais como dados lexicais e dados fonéticos. Assim, torna-se um desafio analisar a corretude das transcrições de maneira automatizada por LLMs. Neste estudo, a segmentação textual e extração de informação foi paralelizada em duas principais abordagens com o intuito de avaliar a comparação de uma abordagem simbólica e uma abordagem neural. Os resultados demonstram as vantagens e desvantagens em ambas as abordagens para os tipos de dados mistos.
A modelagem da variação dialetal enfrenta desafios quando dependente de modelos de linguagem baseados em sub-palavras, que frequentemente falham ao processar a complexidade de transcrições fonéticas devido a restrições de vocabulário e vieses semânticos. Este trabalho introduz o dialect2vec, um método para capturar a diversidade dialetal do Português Brasileiro. Nossa proposta adota o modelo token-free ByT5 para codificar sequências do Alfabeto Fonético Internacional (IPA) ao nível de byte, mitigando a perda de informação causada por tokens desconhecidos. Os experimentos foram realizados com dados do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), em que a dimensão fonética isolada demonstrou viabilidade em tarefas de agrupamento não supervisionado, com desempenho próximo do estado da arte léxico (BERTimbau), comprovando que arquiteturas baseadas em bytes podem recuperar estruturas dialetais complexas exclusivamente através de pistas fonológicas, oferecendo um mapeamento mais granular das fronteiras linguísticas.